terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Dercy do Rock

Conquistar um título e não usá-lo a seu favor é no mínimo um ato de burrice! Talvez seja seguindo esta triste linha de raciocínio que hoje a eterna “Rainha do Rock Brasileiro” esteja pensando quando em certos momentos precise ostentar o seu “nobre status”.


O problema deste tipo de desdém é que na maioria das vezes não é apenas o dono do trono que sofre as consequências, mais também toda a sua legião de súditos, que sem perceber são encaixados tão quanto aquele que infringe as regras.

Mostrar as nádegas para repudiar uma ideia contrária não configura a meu ver um ato de protesto, e sim um grande desrespeito a toda uma tribo, que desde sempre luta para atingir uma deferência perante uma sociedade, que por si só já discrimina todo aquele que não dance conforme a sua música.

Infelizmente são situações como essa que ficam marcadas naquele atrofiado estereótipo de que todo roqueiro é doidão, de que todo roqueiro é violento, de que todo roqueiro é drogado, de que todo roqueiro é sujo, de que todo roqueiro é vagabundo, de que todo roqueiro tem parte com o diabo, enfim, de que todo roqueiro é vazio por natureza.
 
 
 
 
 
 
No entanto, para que pensamentos como esses não possam se perpetuar é necessário que certas figuras emblemáticas, que agora nada acrescentam a um movimento dotado de grandes causas, sejam destituídas de suas funções, para que no futuro não sejam somente taxados como mais uma lenda sem nenhuma envergadura moral.


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