quarta-feira, 20 de março de 2013

Era Uma Vez

O que seria da Branca de Neve sem os seus sete anões?! Da pobre Cinderela sem sua Fada Madrinha?! E o que esperar de um Peter Pan sem o seu inimigo Capitão Gancho?! Com certeza situações como estas não teriam as mesmas emoções se esquecidas em algum momento da história.

 
 

Mas, pior que deixar para trás qualquer mero personagem em um famoso conto de fadas, é ter a sensação de contar um “novo enredo” com momentos e clímax já há muito tempo interpretados.

Afirmo isto, pois não me desperta nenhuma sombra de comoção assistir uma falsa princesa plagiar com riquezas de detalhes, o lampejo sincero de quem realmente já sofreu pela dor da solidão.
 

Ou você acha mesmo que na reta final de um programa valendo mais de um milhão de reais, o amor deixaria sufocar a vontade e a ganância de uma jogadora que traz em seu histórico as artimanhas de quem sabe advogar em sua causa própria?!

Não que eu tenha alguma coisa contra o fundo de inspiração, no entanto, entre ser inspirado e copiar uma ideia descaradamente há uma grande diferença.

Tentar chamar a atenção em meio à própria evidência não garante o bilhete premiado, mas desperta a ganância de desfavorecer a sua ambígua imagem.
 
E viva o arquitetado devaneio!

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