quinta-feira, 6 de junho de 2013

Conto de Fadas

Ser ou não ser casta? Eis a questão! Definir em pleno século XXI o que pode ser ou não banalizado por nossa fútil, e indiferente sociedade torna-se um pouco ultrapassado quando nós mesmos esquecemos que somos frutos de um ilusório puritanismo.


A certeza da inflamada opinião repousa nas infelizes declarações de uma jovem pentelha, que desprestigiando qualquer valor de uma verdadeira mulher no mundo, se põem agora a vomitar asneiras sobre um ser, que, desde sempre vive a lutar por seu legitimado respeito.

É ultrajante perceber que mesmo com todo o empenho, e discurso da iluminada revolução sexual, ainda assim, continuemos a conviver com criaturas carregadas de um machismo clássico dos sepultados senhores feudais.

Afirmo isto, pois me nego a acreditar que ainda existam “pobres donzelas de espírito” que continuem a cultuar a virgindade, e toda a sua carga de falso conto de fadas como o único ponto para um enfim “eles viveram felizes para sempre”.

Sem falar no deturpado juízo de valores que tais “imaculadas” insistem em atribuir a quem ousar comporta-se fora de seus “incorrigíveis” padrões morais.

Ter ou não ter virgindade; ser ou não ser atirada; fazer ou não barraco; agir ou não como uma galinha não é, e nunca vai ser nenhum pressuposto para definir o valor, e a felicidade plena do sexo feminino.
O que define e preserva a valorização de uma menina, moça ou senhora é o seu caráter, é a sua postura convicta. É por meio de uma mente liberta de qualquer algema cultural que cada mulher, a seu modo, continua a conquistar o prazer de se sentir plenamente amada e feliz.

E salve as princesas de atitude! ;)

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