sábado, 14 de abril de 2012

Control “c” e control “v” ao inverso

Às vezes me pergunto para onde vai tanto estudo, pesquisa e extensão desenvolvidos por grupos seletos de “cabeças pensantes” de nossa atual sociedade, se não podemos aplicá-las?! E vou além...Gostaria de saber de que está servindo tantas leis e sistemas legitimamente organizados, se dentro deles mesmos existem falhas que no mínimo são inaceitáveis para os cidadãos que deles dependem para viver em sociedade?!
Com tantos “remendos” clamando por ajustes o mais rápido possível, não era de se espantar que estivéssemos tomando as rédeas da situação por nossa própria conta, e assim, nos inspirando e repetindo da pior forma possível, exemplos que só deveriam ser comparados mesmos aos nossos ancestrais bárbaros que por desconhecerem o sentido da “razão” merecem (pelo menos neste momento) serem perdoados. 

Mas, o que anda acontecendo com a nossa sociedade? O que nos motiva a ter tanta sede de ódio? Por que a necessidade de fazer justiça com as próprias mãos? Será que perdemos a capacidade de dialogar? Bem, Não sou a dona da verdade, contudo, acredito que as perguntas são respostas das perguntas-respostas que necessitamos! Porém, não podemos esquecer que algumas vezes (infelizmente!) somos invariavelmente o produto principal do meio do qual estamos inseridos, e neste sentido a soma da equação pode trazer um resultado com consequências assustadoras e até fatais.

E exemplos não faltam! Ou você já se esqueceu do caso do atirador Wellington Menezes de Oliveira que aos 24 anos decidiu invadir uma escola municipal na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, e sem nenhum motivo aparente acabou tirando a vida 11 crianças que naquele momento só queriam cumprir mais um dia de aula?! E o que dizer da jovem Eloá Pimentel que aos 15 anos de idade teve sua vida interrompida após ser mantida refém por mais de cem horas em poder de seu ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves no interior de um apartamento?! Sem falar na sequência de tapas e pontapés que são aceitos sem nenhuma restrição por parte de quem sofre o “covarde” ataque só para se sentir aceito em uma determinada facção.
Episódios como esses que deveriam ser encarados como verdadeiras atrocidades estão virando tristemente uma realidade em nosso cotidiano. Não é mais ao acaso que assistindo ao noticiário, lendo o jornal ou ouvindo o rádio que nos deparamos com histórias cheias de brutalidade. É preciso freiarmos com urgência os nossos instintos animalescos antes que eles nos engulam por inteiro.
Enfim, não vim ao mundo e não cheguei até aqui para me ver virar agora objeto de estudo do próprio homem que já não entende mais a sua própria espécie. Se for vontade de imitar que impulsiona o ser humano, que tal mudarmos as configurações das páginas de nossas vidas, e aplicarmos cópias do “bem” dos vários Gandhi’s, Mandela’s, Betinho’s, dentre outros que estão espalhados nesse planeta Terra?!

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