domingo, 20 de maio de 2012

Fogo poético

Cantar a poesia do mundo nordestino com um toque refinado do teatro. Esse era o trabalho magnífico do grupo Cordel do Fogo Encantado, que estreou no entretenimento no ano de mil novecentos e noventa e sete, ainda na cidade pernambucana de Arco Verde.



Formado pelos músicos Lirinha, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafa Almeida, o Cordel do Fogo Encantado ganhou projeção nacional quando decidiu declamar versos seus, e de outros escritores da literatura brasileira usando como fundo de inspiração a sonoridade de instrumentos como o violão e o tambor, que fizeram com que conquistassem a todos que assistiam às suas apresentações únicas e antológicas.



Caracterizado pela fusão de ritmos como o reisado, toré, samba de coco e afro, essa banda que chegou ao fim em fevereiro de dois mil e dez lançou três memoráveis álbuns; frutos esses que beberam da fonte de artistas como Chico Science, Nação Zumbi, Mundo Livre S.A., e Naná Vasconcelos, do qual foi responsável pela produção do primeiro disco intitulado “Cordel do Fogo Encantado”.




Mesmo atuando no cenário independente, a banda pernambucana soube projetar muito bem a sua evolução artística, e por conta disso conseguiu se lançar no mercado internacional tendo a Bélgica, Alemanha e a França como os países com a maior receptividade musical, provando dessa forma, que quando existe arte com conteúdo não há limites geográficos que os separem de seus verdadeiros admiradores.





Com tanto fogo poético vale a pena se queimar nesse turbilhão de canções.


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